O título dado à exposição, “Há sempre um copo de mar para um homem navegar" – verso do poeta Jorge de Lima tomado emprestado de sua obra maior, Invenção de Orfeu (1952) –, sintetiza o que se busca com a próxima edição da Bienal de São Paulo: afirmar que a dimensão utópica da arte está contida nela mesma, e não no que está fora ou além dela. É nesse “copo de mar” – que os artistas teimam em produzir .
"Lembrança e Esquecimento", de Ernesto Neto. Obra é um dos chamados terreiros da Bienal -- espaços de performance, exibição
Obra de Roberto Jacoby, artista argentino. Na instalação, intitulada "El Alma Nunca Piensa Sin Imagen", Jacoby convida artistas argentinos para produzir coletivamente camisas, bótons, pôsteres, panfletos e suvenires de uma campanha política hipotética a ser difundida na Bienal. A obra causou polêmica e, antes da abertura ao público, acabou coberta após decisão judicial
Obra do coletivo indiano Raqs Media Collective, "Escapement", montada na Bienal. Na instalação, 27 relógios são expostos em diferentes alturas e, em vez de indicar a hora do dia, apresentam ponteiros executando um percurso circular por sentimentos como êxtase, culpa, dever, ansiedade e medo .
Por Mariana Morgana (207)
Drielle Nayara (207)
Thais Melo (202)